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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Ano esquisito este!...

11 contra 11 e no fim a Alemanha leva 6... 



domingo, 1 de outubro de 2017

Catalunha - nada voltará a ser como antes...

O Referendo na Catalunha é ilegal aos olhos da Lei espanhola.

A Catalunha quer desagregar-se de Espanha mas não pode porque a Lei não lhe permite o direito ao referendo.

A Catalunha força um referendo que é ilegal mas que lhe permite reforçar a vontade dos seus cidadãos de serem independentes.

O Governo espanhol usa a força para impedir o que é inevitável, para impedir que as pessoas reforcem e forcem o seu direito à autodeterminação de uma região.

Não sei se algum de nós poderá expressar uma opinião completamente clara e objectiva quanto a esta situação mas é certo que, ver as imagens de hoje, junto aos locais de voto, deixa-nos a ideia que os catalães são um povo com uma identidade própria e que estão altamente convictos que querem fazer o seu caminho separados de Espanha. 
Jovens, menos jovens, gente de todas as idades com lágrimas nos olhos a conseguirem, por fim, expressar a sua vontade, o seu desejo.
Depois, um clube de dimensão mundial, como é o Barcelona, também a usar o seu poder para dar opinião e tomar posição, ora dizendo que são a favor da independência, depois pedindo o cancelamento do jogo para estarem solidários com as pessoas que tentam votar e, impedidos pela La Liga, a fazerem um jogo à porta fechada.

Mas há que pensar em todos os Catalães que são contra a independência e que, perante tanta turbulência, certamente que hoje se terão resguardado em casa e se tenham mantido à distância dos episódios de alteração da ordem pública.

É óbvio que, por um conjunto alargado de razões, este referendo que hoje vai acontecendo a espaços, não poderá ser tomado em conta. Logo à partida por ser ilegal mas também porque não esteve assegurada a possibilidade de igualdade para todos os que gostariam de dar a sua opinião, sob a forma de voto.

E depois há a posição do Governo Espanhol. O que deveriam realmente ter feito numa situação destas? Estará correcta a repressão policial com o deslocamento de milhares de agentes da Guardia Civil? Justificar-se-à a violência? Justificar-se-ão as detenções de dezenas de pessoas?

Mas então qual seria a solução ideal que permitisse contentar todos?
Pois é sempre complicado quando há regiões que reclamam a sua vontade de se tornarem independentes do Estado em que se integram. Uns querem sair, os outros não querem perdê-los, pelo muito que valem e isso acaba, primeiro, num confronto de ideias, depois num confronto político e culmina inevitavelmente com violência.

Neste momento, o governo espanhol sabe que se ceder nesta vontade e permitir que a Catalunha saia do seu controlo, de seguida terá que lidar com a mesma vontade por parte dos Bascos, que têm estado adormecidos mas que tendem a despertar e, quiçá, a Galiza ou qualquer outra das regiões espanholas, desagregando-se assim uma nação com centenas de anos.

Por tudo isto, a única coisa que se pede a uma nação democrática, a uma nação com gente racional é que o diálogo resolva este imbróglio. Mas para isso é necessário que os políticos não se deixem radicalizar e não incitem a população à revolta, coisa que se sente claramente por estes dias.

Uma coisa fica clara, a partir de hoje nada será como antes. Hoje é o primeiro dia do resto da vida da Catalunha e de Espanha, tal como a conhecemos. Urge que os governantes sejam inteligentes e iniciem o diálogo já amanhã pois, caso contrário, se hoje já há mais de 500 feridos, amanhã poderá haver mortos.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Pichu Cuéllar um homem com "cojones"

A nossa luta contra o mau jornalismo é algo que vem de longe.

Muito do mau jornalismo nem sempre é provocado por um mau jornalista. Muitas vezes são as circunstâncias de um momento mal avaliado mas, sobretudo são as pressões dos meios de comunicação que precisam de escândalos ou de sensacionalismo para vender e para chamar à atenção.

Uma outra razão para a existência deste mau jornalismo é não haverem mais pessoas como Pichu Cuéllar...

Sem papas na língua chamou idiota ao jornalista e desafiou-o a defender o seu trabalho ali, naquele momento.

Muitas vezes, o facto de não haver reacções enérgicas e bem estruturadas também permite que a praga alastre achando que tudo é permitido.

Recentemente houve uma notícia difundida por todos os jornais que se provou ser falsa. Em nossa opinião, esta seria uma razão mais que válida para que a fonte fosse divulgada, ainda que esta tenha sido, sem dúvida, fidedigna ou não teria sido divulgada por todos. A exposição pública desta fonte seria uma defesa para os órgão de comunicação mas também uma forma de que se entendesse que, espalhar falsas notícias permite o direito à apresentação da fonte.

Por algum lado devia começar a credibilização da Comunicação. Uma pena é que tenha que ser desta forma, por alguém que se sentiu ofendido de forma gratuita.

Parabéns Pichu Cuéllar pelos "cojones"!



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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Cada um pede o que quer...

Mas, seria necessário pedir um ... mundial?... Não poderia ter sido mais comedido e pedir um ... feito lá no aconchego do lar?...