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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Não à imagem para FIFA ver, sim à verdade e à justiça!

Muitas são já as vozes que se unem em torno de Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (ou deverei dizer Comissário Executivo da FIFA?), depois do grito de alerta que este hoje lançou na comunicação social, chamando à atenção sobre o mal que se anda a fazer ao futebol português, com tudo o que se vem passando nos últimos tempos, nomeadamente na sequência da divulgação dos e-mails por parte do Porto Canal e do Director de Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques e a troca de acusações daí inerente. 

Mas, todos os adeptos de futebol do nosso país não poderão estar mais de acordo com Fernando Gomes. Só que uns estão de acordo por uma razão e outros por outra... uns porque acham que o barulho é uma cabala e uma afronta, os outros porque acham que o barulho é consequência crimes e de falta de verdade desportiva.

Algumas perguntas surgem, no entanto, que o Sr. Presidente devia responder:

  • Que tem feito a FPF na sequência de tantas evidências de irregularidades?
  • Que tipo de diligências tem efectuado o Departamento Jurídico da Federação sobre os assuntos que têm sido expostos?
    • Será já algum árbitro já foi chamado para ser inquirido sobre as situações em que se viram envolvidos?
    • Será que corre algum processo de inquérito sobre estas situações?
    • Será que se investigou sobre as incompatibilidades dos observadores?
    • Será que a FPF tomou alguma acção concreta sobre a fuga de SMS's do seu Presidente e que, alegadamente, estão em posse de pessoas ligadas a clubes?
    • De notar que os serviços jurídicos da FPF podem antecipar-se aos tribunais e pôr em prática a justiça desportiva.
Muitas perguntas se poderiam aqui deixar mesmo salvaguardando que os e-mails ainda não estejam confirmados.

E mesmo que os e-mails venham a ser dados como reais, dificilmente virão a ser utilizados para fins judiciais, no entanto, internamente, nos meios federativos, não poderão nunca ser ignorados e os envolvidos deverão ser obrigados a assumir a sua responsabilidade pessoal e a afastarem-se.

Até lá, temos uma arbitragem sob suspeitas, temos observadores ilegais e o Sr. Presidente da Federação acha que o problema é do ruído exterior.

Então mas, caro Fernando Gomes, perante tamanhas suspeitas, nunca negadas pelos visados, ignoradas pela Liga, bem como pela Federação, quem está mal é quem acusa?
É verdade que o futebol está a sofrer e tudo isto pode ser ainda mais prejudicial, mas então a culpa é de quem entendeu competir de forma séria, justa e leal e não de quem manipulou, traficou e alterou a verdade desportiva?

Que o Dr. Fernando Gomes aceite que lhe roubem os SMS's e entenda calar-se a bem de não atrapalhar a sua nomeação para Comissário da FIFA, há outras instituições cujas ambições são internas e acham que a legalidade e a justiça são urgentes no futebol nacional e que se devem, urgentemente, procurar respostas às muitas perguntas que vão surgindo na sequência das divulgações dos e-mails.

Por isto, Sr. Presidente, não subverta as prioridades nem condicione que luta pela justiça. A justiça é um direito constitucional e a verdade desportiva é algo imperioso em qualquer competição. É sua obrigação, enquanto máximo representante do futebol português, ser o primeiro a pugnar por estas prioridades e não a acusar quem o busca, a bem de uma imagem para o exterior que não é real, não é séria, não é justa e não é legal!

E, Dr. Fernando Mendes, os que reclamam apenas querem "Um Futebol para TODOS"...



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Isto sim, é importante!!!

São fantásticas as preocupações do futebol português...
Agora são os cigarros electrónicos que são proibidos nas zonas técnicas.
Que grande decisão... nem o futebol pode viver em segurança se isso não acontecer...
Por favor!!!...
Claro que o Record aproveitou logo para associar isto, convenientemente, a Bruno de Carvalho. Bem, talvez seja o reconhecimento da razão do presidente do Sporting no litígio com o Sr. Pinho, Presidente do Arouca. Do mal o menos.
E perder-se algum tempo, por exemplo, a pensar em limitação de empréstimos de jogadores ou em controlo de participações de terceiros proprietários de jogadores que, apesar de proibidas, continuam a existir ou em controlo de valores absurdos de transferências, completamente inflacionadas e que, no país de destino são registadas por valores muito inferiores?
Senhores da Federação e da Liga, deixem de brincar com o futebol e com a inteligência dos adeptos. Nem todos são clubistas alienados...


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Justiça em causa própria, não!


Desde a nomeação de Carlos Queirós que sou contra a esta escolha da FPF para seleccionador nacional.
Apesar disso e de alguma vontade, que assumo, de que deixe de ser o responsável máximo das selecções, não posso deixar de exprimir a minha opinião contrária a tudo o que se vem passando e ao triste espectáculo a que um conjunto alargado de pessoas se vem prestando.
Se a ideia de criar este processo sobre a perturbação do controlo anti-doping foi de despedir o treinador com justa causa, foi baixo! Foi uma forma muito má de tentar corrigir um erro grosseiro aquando da contratação que, ao que parece, tem uma clausula de rescisão milionária.
Depois vem o Senhor Secretário de Estado com declarações de catástrofe antes do acusado ser informado e ouvido. Incorrecto!
Por fim, como se não bastasse, a AdOP porque ficou zangadinha, vem julgar em causa própria!... O que é que se esperava? Que viessem dizer que a culpa tinha sido deles?... Lamentável!!!
Há anos que se fala na possibilidade da existência de um Tribunal Desportivo. Será assim uma coisa tão complicada? Será assim tão difícil que haja uma entidade independente que analise este tipo de casos e outros que, sempre geram suspeições pela forma como os decisores são nomeados?
Continuo a querer ver Queirós fora da selecção, mas não assim. Com a dignidade que merece o seleccionador de Portugal.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Comadres zangadas...

Vamos ver se agora, que se zangam as comadres, se vêm a saber mais algumas verdades...
Mesquita Machado deixou fortes insinuações de compadrio ou mesmo jogos de bastidores no que diz respeito à arbitragem. Agora que deixa a presidência da Mesa da Assembleia Geral da Federação está em condições de poder por a "boca no trombone".
Vamos esperar que não venha, como outros, fazer apenas insinuações e deixar as conversas pela rama com a máxima do "sabem de quem estou a falar"...
Imagino a quantidade de telefonemas que não deve estar a receber a esta hora. Uns a pedir que fale, outros a ameaçar... sim porque esses não pedem para não falar, ameaçam com chantagens e violência!