Recentemente, Luís Filipe Vieira, a propósito das acusações de que o Benfica apoia claques em situação ilegal perante a legislação portuguesa, teve estas declarações:
"Claques? Não sei que palavra é essa. Sei o que são sócios organizados. Nunca soube (ou "sube") que o Benfica tinha claques."
Pareceu uma excelente declaração e até criou alguma euforia entre os apoiantes do Benfica e do seu Presidente, não fora existir uma Lei que diz isto:
"Apenas podem ser objecto de apoio por parte dos promotores do espectáculo desportivo, nomeadamente através da concessão de facilidades de utilização ou cedência de instalações, apoio técnico, financeiro ou material, os grupos organizados de adeptos constituídos como associações, nos termos gerais de direito ou no âmbito do associativismo juvenil, e registados como tal no CESD (...)"
Ou seja, Luís Filipe Vieira tentou curar uma ferida com álcool... Achou que omitindo a palavra "claques" tinha descoberto a pólvora...
Não Sr. Presidente. Aqui não há dúvidas sobre a designação! Claques, grupos de adeptos ou de sócios, são uma e a mesma coisa! E estão obrigados perante a Lei a constituírem-se em associações. E os clubes impedidos de os apoiarem, caso isso não aconteça!
Mas, ao que parece, Luís Filipe Vieira convenceu o IPDJ que, em 24 horas, aprovou um Regulamento de Segurança do Estádio da Luz, que andou anos a ser reprovado e recusa-se a explicar publicamente que circunstâncias novas foram apresentadas pelo clube que permitiram desbloquear a utilização do Estádio que esteve prestes a ser interditado.
Mas, como já li algures, o "Benfica é um clube que cumpre as Leis, desde que lhe agradem"!...
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sábado, 5 de agosto de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Então e para quem infringe a Lei da República, qual é a punição afinal???...
Este post é fácil. Apenas Copy + Paste...
Texto retirado do Jornal Record:
"A Assembleia Geral (AG) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) chumbou uma proposta de alteração ao Regulamento Disciplinar que previa a interdição de estádios aos clubes que apoiam claques ilegais.
A proposta do FC Porto foi decidida por voto secreto e acabou por ser recusada, mesmo depois de a versão inicial, que previa a interdição de quatro a 12 jogos, ter reduzido a pena, de dois a quatro (e de quatro a oito, em caso de reincidência).
Estas medidas destinavam-se a clubes sem claques oficiais que apoiassem, direta ou indiretamente, grupos de sócios cuja legalização junto do Instituto Português do Desporto e da Juventude tivesse sido negada ou anulada.
A AG ainda decorre na sede da LPFP, no Porto, naquela que é a continuação da reunião magna suspensa, no dia 29 de maio, tendo em vista a votação das alterações ao Regulamento de Competições."
Texto retirado do Jornal Record:
"A Assembleia Geral (AG) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) chumbou uma proposta de alteração ao Regulamento Disciplinar que previa a interdição de estádios aos clubes que apoiam claques ilegais.
A proposta do FC Porto foi decidida por voto secreto e acabou por ser recusada, mesmo depois de a versão inicial, que previa a interdição de quatro a 12 jogos, ter reduzido a pena, de dois a quatro (e de quatro a oito, em caso de reincidência).
A AG ainda decorre na sede da LPFP, no Porto, naquela que é a continuação da reunião magna suspensa, no dia 29 de maio, tendo em vista a votação das alterações ao Regulamento de Competições."
"Lei n.º 16/2004, de 11 de Maio
VIOLÊNCIA NO DESPORTO
| Artigo 18.º Apoio a grupos organizados de adeptos - [revogado - Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho] |
| 1 - Aos promotores do espectáculo desportivo é lícito apoiar exclusivamente grupos organizados de adeptos através da concessão de facilidades de utilização ou cedência de instalações, apoio técnico, financeiro ou material, desde que esses grupos estejam constituídos como associações, nos termos gerais de direito, e registados como tal no CNVD. 2 - Os grupos organizados de adeptos devem possuir um registo organizado e actualizado dos seus filiados (...)" |
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Canelas... até ao pescoço!
O Jornal Record de hoje tem duas peças curiosas e que se complementam, àcerca do Canelas 2010, clube da Associação de Futebol do Porto (AFP) cuja curiosidade é que da sua equipa de futebol fazem parte alguns elementos da claque dos Super Dragões, incluindo o seu líder, Fernando "Macaco" Madureira.
Jorge Ramalho, treinador do Pedrouços, queixou-se hoje da "falta de tomates" (palavras suas), dos árbitros designados para os jogos onde entra a equipa do concelho de Vila Nova de Gaia, face ao excesso de agressividade por estes apresentada, acusando ainda os delegados da AFP de não registarem nos relatórios as muitas incidências estranhas que se passam. link
Noutra entrevista, defende-se Milton Ribeiro, treinador do Canelas, como que assumindo alguns excessos diz que "quem não quer confronto não vem para o futebol, vai para a natação", prometendo que "se calhar vai haver mais faltas, mais confronto". link
São já muitas as notícias sobre incidentes ocorridos nestes jogos, com a recusa por parte de muitos árbitros que têm medo de dirigir esta equipa face às pressões e ameaças que sofrem, para além das faltas de comparência de algumas equipas que preferem perder os pontos directamente a ter que se ver humilhados ou mesmo ameaçados...
Ao que parece, as entidades dirigentes continuam incapazes de repor alguma normalidade nesta equipa, continuando a permitir acções extra-desportivas que lhe permitem tirar vantagens para além do jogo normal.
Podemos pensar que o problema residirá na demasiada agressividade dentro de campo, mas ao que parece e há alguns testemunhos disso, esta vai muito para além das quatro linhas havendo muita ameaça e coação que condicionam largamente os jogos.
Poucas dúvidas restarão que, desta forma, rapidamente o Canelas 2010 aparecerá em divisões nacionais, havendo a curiosidade de perceber qual a verdadeira capacidade dos seus elementos e adeptos de continuar a espalhar o terror nos campos onde as coisas se jogam outros níveis.
Estamos perante um caso claro onde a intimidação e o medo condicionam e muito a vertente desportiva, fazendo com que a verdade desapareça.
Lamentável!
Siga-nos no Facebook em https://www.facebook.com/pontadalanca/ e deixe o seu LIKE
Jorge Ramalho, treinador do Pedrouços, queixou-se hoje da "falta de tomates" (palavras suas), dos árbitros designados para os jogos onde entra a equipa do concelho de Vila Nova de Gaia, face ao excesso de agressividade por estes apresentada, acusando ainda os delegados da AFP de não registarem nos relatórios as muitas incidências estranhas que se passam. link
Noutra entrevista, defende-se Milton Ribeiro, treinador do Canelas, como que assumindo alguns excessos diz que "quem não quer confronto não vem para o futebol, vai para a natação", prometendo que "se calhar vai haver mais faltas, mais confronto". link
Ao que parece, as entidades dirigentes continuam incapazes de repor alguma normalidade nesta equipa, continuando a permitir acções extra-desportivas que lhe permitem tirar vantagens para além do jogo normal.
Podemos pensar que o problema residirá na demasiada agressividade dentro de campo, mas ao que parece e há alguns testemunhos disso, esta vai muito para além das quatro linhas havendo muita ameaça e coação que condicionam largamente os jogos.
Poucas dúvidas restarão que, desta forma, rapidamente o Canelas 2010 aparecerá em divisões nacionais, havendo a curiosidade de perceber qual a verdadeira capacidade dos seus elementos e adeptos de continuar a espalhar o terror nos campos onde as coisas se jogam outros níveis.
Estamos perante um caso claro onde a intimidação e o medo condicionam e muito a vertente desportiva, fazendo com que a verdade desapareça.
Lamentável!
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domingo, 28 de junho de 2009
Apenas reagiram...
O facto de terem, supostamente, sido provocados, deu-lhes o direito de partir uma pastelaria toda e de provocar 3 feridos!
E a autoridade que até estava presente, nada fez, que é mesmo o que todos esperamos deles...
E a autoridade que até estava presente, nada fez, que é mesmo o que todos esperamos deles...
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
O que eu dizia sobre claque há mais de um ano
Em Agosto de 2007 escrevi um artigo que foi publicado num semanário regional que me parece muito actual e que agora para aqui transcrevo:
"O tema Claques de Futebol está sempre vivo mesmo quando não se fala dele.
Neste momento, com a nova lei que obriga à legalização das ditas, volta de novo à actualidade.
Uma claque hoje em dia já não é só um conjunto de jovens que se junta para apoiar a sua equipa. É também um centro de recrutamento político, um local privilegiado para passagem e consumo de drogas e um local propício ao ganho de dinheiro fácil.
O fenómeno não é só nosso, aliás, podemos dizer que nesta matéria ainda estamos a alguma distância de outros países, como a Espanha, da Itália ou da Inglaterra.
Os clubes têm um dilema importante em mãos que passa por manter os elementos agrupados e com isso conseguir um controlo próximo, com os problemas que se lhe reconhecem ou desagregá-los e ter muito mais dificuldade na contenção da violência dentro do estádio, que é o que se passa nos clubes ingleses. Aqui não se vêm problemas dentro do estádio, mas para quem já teve a possibilidade de ver um jogo aí, notou que os jovens vêm em grupos, vão ao “pub” da esquina e ao saírem, já não nas melhores condições, vão dispersos para o interior do estádio. O sentimento de insegurança é muito maior para as famílias que gostam de “ir à bola”.
Os grupos extremistas têm neste tema um papel importante pois o campo de recrutamento é vasto e muito apetecível. Em troca há contrapartidas de diversa ordem que podem passar por apoios logísticos e financeiros.
Contra estes extremistas estão normalmente outros grupos, como sejam os dos negros, com quem existem divergências na base da ideologia e muitas vezes estas rivalidades são o rastilho para rixas incompreensíveis quando vistas à distância.
No fundo, a filosofia que está subjacente ao grupo e que é o apoio da sua equipa não passa de uma desculpa num meio muito complicado.
E nisto tudo o controlo é também muito difícil de exercer e por isso as claques mais importantes contam com os mesmos dirigentes há muitos anos, sendo que os desacordos que vão existindo dão lugar a outros grupos dentro do mesmo clube, muitas vezes com divergências violentas entre eles que já têm descambado em violência.
No livro “diário de um skin”, António Salas, o jornalista espanhol conta a sua experiência de infiltrado nos Ultrassur, a mais numerosa, famosa e perigosa claque do Real Madrid e permite que nos apercebamos da complexidade de entrar em tal organização. Não é membro quem quer, mas sim quem faz por merecer. Tem que se estar à altura das exigências, que são muitas. Depois para subir na hierarquia há como que uma pista de obstáculos que têm que ser ultrapassados.
A leitura deste livro despertou-me a curiosidade para o nosso país e consegui chegar a uma conversa informal com um membro de uma das maiores claques do país e concluí que por cá as coisas se passam de forma igual. Não se entra se não houver um “padrinho” não se sobe se não se for alinhado e destacado.
Como nem tudo na vida é mau, as coreografias e o permanente apoio às equipas, são já quase imprescindíveis, pois o nosso estilo de ver futebol não favorece os jogadores. Somos adeptos pela negativa e não pela positiva. Só gritamos quando não gostamos, não o fazemos para incentivar.
Não lhes pedindo que sejam uma escola de virtudes, poder-se-ia ganhar se fossem mais organizados, disciplinados e ordeiros. "
"O tema Claques de Futebol está sempre vivo mesmo quando não se fala dele.
Neste momento, com a nova lei que obriga à legalização das ditas, volta de novo à actualidade.
Uma claque hoje em dia já não é só um conjunto de jovens que se junta para apoiar a sua equipa. É também um centro de recrutamento político, um local privilegiado para passagem e consumo de drogas e um local propício ao ganho de dinheiro fácil.
O fenómeno não é só nosso, aliás, podemos dizer que nesta matéria ainda estamos a alguma distância de outros países, como a Espanha, da Itália ou da Inglaterra.
Os clubes têm um dilema importante em mãos que passa por manter os elementos agrupados e com isso conseguir um controlo próximo, com os problemas que se lhe reconhecem ou desagregá-los e ter muito mais dificuldade na contenção da violência dentro do estádio, que é o que se passa nos clubes ingleses. Aqui não se vêm problemas dentro do estádio, mas para quem já teve a possibilidade de ver um jogo aí, notou que os jovens vêm em grupos, vão ao “pub” da esquina e ao saírem, já não nas melhores condições, vão dispersos para o interior do estádio. O sentimento de insegurança é muito maior para as famílias que gostam de “ir à bola”.
Os grupos extremistas têm neste tema um papel importante pois o campo de recrutamento é vasto e muito apetecível. Em troca há contrapartidas de diversa ordem que podem passar por apoios logísticos e financeiros.
Contra estes extremistas estão normalmente outros grupos, como sejam os dos negros, com quem existem divergências na base da ideologia e muitas vezes estas rivalidades são o rastilho para rixas incompreensíveis quando vistas à distância.
No fundo, a filosofia que está subjacente ao grupo e que é o apoio da sua equipa não passa de uma desculpa num meio muito complicado.
E nisto tudo o controlo é também muito difícil de exercer e por isso as claques mais importantes contam com os mesmos dirigentes há muitos anos, sendo que os desacordos que vão existindo dão lugar a outros grupos dentro do mesmo clube, muitas vezes com divergências violentas entre eles que já têm descambado em violência.
No livro “diário de um skin”, António Salas, o jornalista espanhol conta a sua experiência de infiltrado nos Ultrassur, a mais numerosa, famosa e perigosa claque do Real Madrid e permite que nos apercebamos da complexidade de entrar em tal organização. Não é membro quem quer, mas sim quem faz por merecer. Tem que se estar à altura das exigências, que são muitas. Depois para subir na hierarquia há como que uma pista de obstáculos que têm que ser ultrapassados.
A leitura deste livro despertou-me a curiosidade para o nosso país e consegui chegar a uma conversa informal com um membro de uma das maiores claques do país e concluí que por cá as coisas se passam de forma igual. Não se entra se não houver um “padrinho” não se sobe se não se for alinhado e destacado.
Como nem tudo na vida é mau, as coreografias e o permanente apoio às equipas, são já quase imprescindíveis, pois o nosso estilo de ver futebol não favorece os jogadores. Somos adeptos pela negativa e não pela positiva. Só gritamos quando não gostamos, não o fazemos para incentivar.
Não lhes pedindo que sejam uma escola de virtudes, poder-se-ia ganhar se fossem mais organizados, disciplinados e ordeiros. "
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