quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

João Adelino bom vs João Adelino mau

 João Adelino Faria (JAF) foi quem teve a incumbência de entrevistar o político "do momento", André Ventura (AV).

Neste altura tal tarefa é quase hercúlea porque quem o fizer vai sempre ser criticado, ora porque tenha sido muito incisivo, ora porque tenha sido mais permissivo.

É óbvio que a avaliação depende de quem ouve e, por isso é que a internet ontem, logo após a entrevista, se inundou de prós e contras, sendo que em ambas as circunstâncias, estas opiniões se inverteriam se o entrevistado fosse de outro quadrante político.

Esta entrevista, a meu ver, foi das melhores que foram feitas a AV porque JAF não lhe permitiu as suas já conhecidas deambulações pelos temas, de forma a levar a conversa para aquilo que sabe que os seus eleitores gostam e querem ouvir. Também porque neste momento importa que haja respostas diretas e que não se deixem apenas nebulosas, que mais tarde permitam aquilo que ontem AV já tentou fazer em relação às suas declarações sobre demitir-se se Ana Gomes ficar à sua frente nestas presidenciais. Quando de início foi perentório na afirmação, ontem já se limitou apenas a dizer que assumirá consequências políticas, o que é bem diferente. A isto não será estranho o facto das sondagens não lhe estarem a ser favoráveis.

Entrevistar nem sempre é uma tarefa fácil e quando o entrevistado sabe gerir o curso da conversa, mais difícil se torna, pelo que a forma de conseguir respostas diretas só mesmo com perguntas muito concretas e insistindo para que não haja manobras de diversão.  

Talvez, muitos dos que ontem não concordaram com a forma de JAF, ainda hoje sejam fãs e apoiantes do estilo de Manuela Moura Guedes nas suas entrevistas a José Sócrates, sendo que essas eram bem mais incisivas, induzindo respostas e, até mesmo chegando quase a acusações que não competem a um jornalista. Logicamente que o apoio surge por cores políticas e não são decorrentes de uma análise da conduta profissional que, pessoalmente repudio.

O que ontem vi JAF fazer foi muito mais correto em termos profissionais. Confrontou o entrevistado com declarações suas e dos seus partidários, pediu opiniões objetivas sobre esses temas e não permitiu distrações. Outros assuntos poderiam ter sido abordados mas também importa não confundir o programa político do Chega com uma candidatura presidencial, que embora se misturem e confundam por razões de conveniência, não são a mesma coisa. 

É natural que não tenha agradado aos partidários de AV, mas é altura de haver quem consiga ter capacidade de confrontar o candidato com muita coisa que vai dizendo por conveniência. Se os seus apoiantes acham isso normal, talvez outro cidadão não entenda da mesma maneira...




domingo, 13 de dezembro de 2020

2,56 gramas de discernimento...

Fiz uma única vez o teste de alcoolemia na estrada. Acusei 0,35 gramas de álcool no sangue e não fiquei nada confortável com a situação. Fez de mim um condutor mais cuidadoso e menos bebedor antes de conduzir.
Hoje ouvi uma história de um cidadão que, depois de acusar 2,56 gramas, diz ter sido agredido pelos agentes da esquadra de Vila do Conde.
Ponto prévio, qualquer violência injustificada por parte das autoridades é condenável.
Como condenável é qualquer resistência às autoridades!...
Quando há respeito mútuo raramente há notícias de agressões ou maus tratos. Curiosamente, quando de um dos lados há injúrias ou resistência, algo acontece.
Não vou fazer qualquer juízo de valor, apenas dizer que me faz confusão a clarividência de uma pessoa que está perdida de bêbada...
Quem já esteve em estado de etilite aguda sabe perfeitamente que, no regresso à normalidade, muitas memórias desaparecem, outras misturam-se e outras parecem alucinações.
Que moral tem um cidadão (e aqui pouco importa se é português ou imigrante), para fazer declarações sobre memórias claras de ofensas e intimidações? Pode ser levado a sério? Que tipo de resistência terá feito à sua detenção? Que comportamento terá tido para com os agentes que o detiveram?
Na verdade, mostra sinais de agressões, mas o que terá estado por trás disso?
Será que a autoridade não teve que exercer o seu poder para "acalmar" um cidadão que não estava no pleno controlo das suas faculdades psíquicas?
As dúvidas ficam perante a certeza de que uma das partes terá memórias quase miraculosas...



sábado, 12 de dezembro de 2020

Meritocracia vs Bandalheira

 Um grave problema com o SEF está a pôr em causa toda a instituição, bem à boa maneira portuguesa. Ou estamos no 80 ou passamos logo para o 8...

O SEF é construído por centenas de elementos e, estou certo, a maioria serão pessoas de bem, empenhadas no seu trabalho e que fazem tudo o que está ao seu alcance para defender a farda e que envergam e a bandeira que defendem. E muitos são mesmo revoltados com este tipo de situações que agora tanto se fala de abuso de autoridade e violência como aconteceu com o cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.

Os crimes têm que ser julgados, os exageros têm que ser punidos, os diretores ou chefes coniventes têm que ser responsabilizados até às últimas consequências, porque os outros precisam de continuar a fazer o seu bom trabalho de forma tranquila e com a confiança dos seus concidadãos a quem eles têm o dever de proteger. 

Se a justiça funcionasse em Portugal muitas destas situações de extrapolação de funções não aconteceriam. Agora resta esperar que o exemplo seja o fator de correção, porque a mudança pode não trazer nada de novo.

Mas é bom pensar que, na maior parte dois casos de irregularidades com que nos deparamos no nosso país, uma das razões é porque os diretores (nomeados), não estão à altura dos cargos que desempenham, apenas ali estão como prémio por algum "trabalhinho" ou carreirismo político. Quando a meritocracia funcionar e estiver a pessoa certa no cargo certo, muitos dos problemas desaparecem com naturalidade. E não estou aqui a descobrir a pólvora nem a roda!




domingo, 29 de novembro de 2020

Twenty fucking Twenty

 E ainda não acabou!...



quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Partiu El Pibe, o génio do futebol

Morreu Diego Armando Maradona

Dia triste e marcante este 25 de novembro do famigerado ano de 2020. O pior ano dos últimos cem, que teima em não terminar...

Tive a felicidade de ver o que foi possível do seu futebol, em tempos em que o mediatismo não era o mesmo de agora, em que tudo fica registado. Lembro os tempos dos confrontos com o Sporting, da aposta com Ivkovic, dos aquecimentos com toda a sua descontração, das vitórias em Nápoles, do momento de ser campeão do Mundo. Depois começaram os seus comportamentos desviantes e até cheguei a dizer que deveria ter sido o único jogador do futebol mundial a ser autorizado a jogar mesmo acusando substâncias ilícitas, tal era o prazer que nos dava vê-lo jogar.

São inevitáveis as comparações entre os quatro jogadores que mais marcaram o futebol mundial. A minha escolha é Diego "El Pibe" Armando Maradona o número #1! E é-o porque é o único que considerei GENIAL. Da sua genialidade, irreverência e suprema qualidade saíram das mais fantásticas jogadas do futebol mundial que muitos recordam, por serem inesquecíveis. 

Então, porque não escolho Messi, que também finta como ninguém? Porque, apesar de ser um predestinado, lhe falta a irreverência do menino de rua, porque lhe falta a capacidade de desaforo ao adversário que chegou a levar Goikoetxea a partir-lhe uma perna quando estava no Barcelona ou porque lhe falta carregar a sua seleção como o fez Diego. Acresce a isto que nunca conseguimos ver Messi sem um Barcelona montado há muitos anos em seu redor e isso não permite perceber se fora da Catalunha conseguiria carregar uma equipa. Para além disso e apesar das suas qualidades inatas, não é um génio!

E o nosso Ronaldo? É, sem dúvida, o melhor jogador mundial dos últimos 15 anos, mas nunca foi um génio. Baseou toda a sua qualidade no seu trabalho, nas muitas horas de treino físico, de treino com bola, de dedicação ao futebol. Nunca teve medo de assumir e fê-lo cedo no Sporting, onde menino, queria marcar e fazia por isso, elevou o Machester, ganhou muito no Real e continua a fazê-lo na Juventus. Assumiu a responsabilidade de ser líder nos três campeonatos mais fortes do Mundo e conseguiu. Bateu recordes, continua a bater, está em plena forma aos 35 anos, saltando mais alto, correndo mais rápido, chutando mais forte e marcando mais que quase todos os outros. Mas, não é um génio!

Uma palavra para Pelé, que terá sempre o seu lugar nas história, mas numa história muito menos mediatizada e muito menos globalizada, que não o favoreceu mas que não apaga a sua importância no futebol mundial.

Por fim as curiosidades da morte. El Pibe foi um grande admirador, seguidor e amigo de Fidel Castro. Quis a história que ficassem unidos pela data da partida deste Mundo, no mesmo dia, com quatro anos de distância que pode ter sido uma coincidência, ou talvez não... Foi também neste dia que partiu outro grande jogador cuja cabeça também o levou por caminhos desviantes mas que também uma marca forte no futebol mundial e que foi George Best.

Ouvia há pouco, na rádio, Victor Hugo Morales a relatar para toda a Argentina no ano de 1986, o melhor golo do século XX e quase me saltava uma lágrima de emoção, por isso e em jeito de homenagem ao Génio, aqui deixo uma das maiores memórias da história do futebol, de um homem que deverá ser sempre lembrado pelo que fez dentro das 4 linhas e que agora espero que possa dar paz à sua alma.




sábado, 21 de novembro de 2020

Recomeçou a revolta dos pequenos

Começou ontem a 3ª Eliminatória da Taça de Portugal e logo com duas surpresas e meia.

Se o Oleiros vendeu cara a derrota perante o primodivisionário Gil Vicente, Leiria e Amora levam os louros com vitórias perante Portimonense da Primeira Liga e Feirense da Segunda, respetivamente.

Um Leiria que começou a época sem a equipa definida, sem a certeza de conseguir inscrever jogadores, está a mostrar capacidade e faz aqui a proeza de eliminar uma equipa de primeira.

O Amora, que tem feito um excelente campeonato, confirma a sua boa forma vencendo num campo tradicionalmente difícil para qualquer adversário, ainda por cima de uma divisão diferente.

Nota final de lamento para o Jornal Record que não teve o cuidado de inserir o emblema do Amora, deixando o espaço em branco conforme se pode ver. Uma pequena falta de respeito por um clube histórico.

Agora vamos ver o que acontece nos restantes jogos de hoje e amanhã.


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

João Almeida, por mérito, na capa do Ponta da Lança

A partir de hoje e por mérito, incluímos João Almeida na capa do Ponta da Lança.
Que continue a merecer manter-se por cá!



terça-feira, 17 de novembro de 2020

Ano esquisito este!...

11 contra 11 e no fim a Alemanha leva 6... 



domingo, 15 de novembro de 2020

DePEPEndência

Os últimos anos da nossa seleção têm sido para lá do que podíamos imaginar. Campeões da Europa, vencedores da Liga das Nações e uma solidez em todos os setores de fazer inveja aos rivais. Para além disso, a cada convocatória surgem mais jogadores com nível e que fazem sonhar que as coisas podem continuar a alto nível.

Mas, ontem vacilámos perante uma França que, mais que forte, soube aproveitar as nossas fraquezas.

Se do meio campo para a frente somos fortíssimos e impomos muito respeito a quem não tem uma defesa sólida como têm os franceses, do meio campo par trás a renovação não tem sido mais lenta, requer experiência e ainda dependemos muito de Pepe por várias razões. Desde logo, exatamente pela sua experiência, mas também pelo seu jogo de cabeça, pela sua velocidade, pelo sentido felino de antecipar as jogadas, mas sobretudo pelo que organiza e por aquilo que faz sobressair de quem joga a seu lado. Sem Pepe, Rúben Dias não é o mesmo jogador e ainda não tem a capacidade de assumir a organização da defesa como faz o seu companheiro. Cancelo perde-se na cobertura, ele que não faz equivaler atrás o seu virtuosismo do ataque. Apenas Guerreiro mantém o nível, embora também este acabe por ser pouco apoiado e a ver transformar-se num perigo maior qualquer falha sua.

Desta vez a alternativa coube a Fonte que não conseguiu pôr nas pernas a experiência que tem acumulada. Poderia ter sido Semedo e talvez estivesse agora a dizer que a falta de experiência não teria sido compensada pelo virtuosismo físico.

No que à defesa diz respeito resta-nos esperar que Pepe aguente até aos 40 como promete a Pinto da Costa e ao Porto e que nos anos que ainda faltam até lá, reste tempo para que os seus parceiros ganhem a experiência necessária a que não se note tanto a sua saída.

Perdemos com os campeões do Mundo e até podemos dizer que terá sido numa jogada fortuita mas é certo que fomos sempre dominados.

Agora vamos à Croácia e iremos perceber se isto não passou de um percalço ou se, uma derrota em casa causou mossa e vamos vacilar.



Já não se USA...

 Os EUA têm um sistema eleitoral complexo, com algumas variantes, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Se os votos diretos em urna parece que não geram grandes reclamações, já os votos por correspondência, este ano geraram toda a contestação. Algo que já não se usa!

Na verdade não se percebe que, naquela que se designa a maior democracia do mundo ainda se permita a escolha deste tipo de votação que não deixa de ser questionável. Se alguém do meu agregado não quer votar e eu me apodero dos seus boletins e documentos, posso votar eu pelo meu familiar. Isso, não sendo legítimo ainda não será o pior, porque pode dar-se o caso de haver suborno ou mesmo coação na votação, que será difícil de vir a ser provado se feito de forma cuidada.

Mas não basta criticar isto, não basta dizer que está mal. Entre uma eleição e outra há 4 anos para poderem alterar e corrigir o que consideram estar mal, mas fica sempre a questão que, um dia pode correr a seu favor e há que aproveitar.

Depois, é como no futebol quando se joga num relvado em mau estado. O terreno está igual para os dois, ganha aquele que treinou melhor durante a semana, que melhor preparou o jogo e cujo público o apoia sem vacilar...



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Convicções por conveniência...

Há cerca de 2 meses o país teve eleições legislativas, onde foram eleitos os deputados que representam os cidadãos no Parlamento.
Para elucidar os eleitores, de forma a saberem em quem votar, foram apresentados programas eleitorais e apresentadas pessoas para defender esses programas. 
No caso concreto do PSD, o líder Rui Rio escolheu, com muita contestação interna, alguns nomes menos conhecidos e menos esperados, em detrimento dos chamados "barões", ou militantes mais habituais que defenderam as propostas de forma convicta e entusiasta.
Muitos portugueses que escolheram o PSD, tê-lo-ão feito por por concordar com esta mudança e com aquilo que esperavam do partido com esta liderança, com estas novas caras e, sobretudo, com estas novas ideias.
Mas, pasme-se, dois meses volvidos e alguns daqueles que aceitaram defender o programa que o partido apresentou a sufrágio, dizem agora que, afinal, não concordam com ele e já se perfilam no apoio a outro candidato interno, virando as costas a quem confiou neles e lhes deu oportunidade de serem deputados da Nação.
É óbvio que, para quem sabe como funciona a política, nada disto é estranho mas não deixa de ser desonesto e inaceitável para quem acreditou nestas pessoas, votou nelas e agora está no seu direito de se sentir traído.
A Assembleia da República devia ser como no desporto e o líder poder fazer substituições no decorrer da legislatura.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Um estado cobarde

O Estado tem sempre que ser uma pessoa de bem. Tem que zelar pelos cidadãos e tem que o fazer de uma forma séria, honesta, responsável e acima de qualquer suspeita.

No ano de 2017 o Estado Português não conseguiu proteger 112 cidadãos da morte em incêndios florestais que se descontrolaram e, hoje acusa 13 pessoas de serem responsáveis por estas mortes.

Como é habitual, nos bancos dos réus surgem sempre cidadãos que, apesar de estarem envolvidos, têm que jogar com as regras que lhes ditam. 

Na incómoda cadeira da justiça não vemos agora os responsáveis por uma mudança irresponsável e até criminosa dos comandantes da Proteção Civil e dos CODU's. 

Por razões que, até hoje, não tiveram outra justificação que não fosse um interesse político, foram destituidas pessoas com capacidade, com know-how, com experiência e em quem as estruturas acreditavam, para serem substituidas por pessoas sem nenhum dos atributos atrás mencionados e, para além disso, com formação dúbia e, que hoje se sabe, até fraudulenta.

É muito triste ver um Estado cobarde a permitir que hoje tenham começado a ser julgadas pessoas sérias e empenhadas que terão sido envolvidas numa das maiores tragédias deste país porque estavam mal comandados, porque os sistemas de comunicações, pelos quais todos nós pagamos milhões de euros, não funcionaram quando mais necessários eram e porque aconteceram condições extremas e quase inéditas, já confirmadas pelos maiores especialistas.

Onde estava, neste julgamento, o Sr. Secretário de Estado da Administração Interna que propõe substuições criminosas e que, no cenário de crise, só estrovou em vez de ajudar e fez declarações miseráveis, deixando transparecer não ter a mínima noção do que falava? Onde estava neste julgamento a Senhora Ministra da Administração Interna que aceita estas alterações e que, também ela, só estorvou as operações e foi recusando demitir-se, quando na sua responsabilidade política fica mais de uma centena de mortos e mais de 500 feridos?
Onde estava neste julgamento o Senhor Primeiro-Ministro que anuiu tudo isto a bem de alguns job's for boys do seu partido?

Acrescido à tristeza que foi ver tanta gente morrer, tanta gente ficar ferida e tanta gente ficar sem lar, temos que ver agora, a tristeza de ver no banco dos réus quem não devia lá estar para expiar os que lá deveriam sentar-se.

Pessoalmente apenas posso mandar um abraço de solidariedade ao Sérgio Gomes que reconheço como um excelente profissional, com uma vida dedicada à causa pública e que não deveria estar a passar por isto.





domingo, 3 de fevereiro de 2019

Imperador mas pouco treinador

A palavra Keizer, traduzida do holandês quer dizer imperador.

Keizer é o nome do treinador do Sporting e chegou ao clube como um desconhecido que tinha tido uma passagem fugaz pelo Ajax, de onde foi para o Al Jazira dos Emiratos Arabes Unidos e, só isto já não era uma grande apresentação.
Cai em Alvalade numa altura em que o o clube tinha jogos com algumas equipas de menor dimensão e as goleadas criaram euforia em alguns adeptos.

Pessoal e particularmente não me entusiasmei, não emiti opinião pública e, em privado (mas com testemunhas), fui dizendo que esperava ver o desempenho do Sporting quando defrontasse equipas de maior dimensão e que, para mim, o jogo de Guimarães, seria a primeira prova. Não provou!
Jogo fraco, em que o Vitória dominou e ganhou bem.
A partir daí foram-se desfazendo algumas euforias e tudo vem piorando.
Em Tondela mais uma má exibição e mais uma derrota e, em Setúbal fraquinho e um empate como mal menor. Hoje, o culminar com mais uma humilhação com o Benfica em casa, que deixa definitivamente o campeonato perdido e mesmo em risco de não ir às competições europeias.

Pelo meio, com dois empates muito sofridos, muita sorte e até beneficiando de algumas decisões menos felizes dos VAR's, conseguiu ganhar a Taça da Liga, que foi o primeiro título da sua carreira... (o Sporting no momento em que está não pode servir para lançar treinadores, tem que ter um treinador credenciado e com créditos firmados).

Tudo isto nos leva a algumas reflexões:
  • Numa altura em que Portugal é o maior exportador europeu de treinadores, Frederico Varandas decidiu importar um estrangeiro de qualidade duvidosa;
  • Fê-lo sem dar uma segunda oportunidade a um treinador que assumiu a equipa numa altura em que poucos o fariam e, apesar dos tempos conturbados, deixou-a em segundo lugar;
  • Keizer apresenta um nível de educação e correção muito acima do que estamos habituados, mas não é isso que os adeptos mais esperam dele, outrossim que treine bem e que ponha a sua equipa a ganhar, coisa que não está a fazer da melhor forma;
  • O seu futebol e as suas táticas são sofríveis e, qualquer treinador banal, veja-se Pepa, consegue contrariar isso;
  • Pela primeira vez em muitos anos, graças a Keizer e porque a Direção anuiu, o Sporting jogou sem nenhum elemento da sua formação;
  • Alguns jogadores, promessas já muito afirmadas, como por exemplo Jovane ou Miguel Luís, desapareceram. Francisco Geraldes regressa mas continua a não ser aposta;
  • A defesa tem falhas como não tinha há muito tempo;
  • O Sporting perde em casa, coisa que não acontecia há 2 anos...
E podíamos continuar com um sem número de coisas que não deviam estar a acontecer que são culpa de Keizer que não está a conseguir ser o Imperador que o Sporting precisa, mas que são também e, acima de tudo de Frederico Varandas pois é ele, em última instância, o máximo responsável do clube.

Hoje viram-se lenços brancos em Alvalade e esses foram para Marcel Keizer mas, talvez se devam começar a ver lenços verdes e, esses, para Varandas e para a sua Direção. 
É preciso muito mais do que voltarmos ao mesmo de sempre. Muito pouco foco nos nossos problemas e o regresso aos ataques a terceiros.
Primeiro temos que limpar a nossa casa, temos que sem competitivos, temos que ganhar, temos que voltar a ser respeitados.
Depois disso, com naturalidade, ganharemos estatuto para, então, poder apontar tudo o que vai mal no futebol e quem tem culpa disso.
Até lá, um (muito) longo caminha há para percorrer e não se vislumbram melhorias...


sábado, 2 de fevereiro de 2019

Banco comercial sem pronúncia local

Fechou a agência do banco Millennium em S. Martinho do Porto, algo há muito esperado.
Quando o BCP comprou o Sotto Mayor foi equacionado se manteriam esta dependência, mas os tempos eram outros e, na altura, foi mantida.
Quase 20 anos depois, as análises financeiras falaram mais alto e acabou por acontecer o inevitável.
Mas se o BCP/Millennium é um banco comercial privado e faz uma gestão independente, há bancos com obrigações diferentes que até hoje nunca se interessaram pela vila de S. Martinho, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos, o banco do Estado e a Caixa Agrícola, cujo slogan é ser um "banco nacional com pronúncia local".
Por razões diferentes mas ambas válidas, caberia a uma destas duas instituições preencher o vazio que se abriu esta semana.
Óbvio que sabemos que nenhum o fará e por isso também não podemos criticar o BCP.
São Martinho não tem população suficiente, durante 9 meses do ano, para dar rentabilidade a uma agência bancária. Os restantes 3 meses trazem movimento à vila mas não se reflete no banco que apenas é uma agência de apoio a clientes de outras paragens.
Talvez um dia um banco de proximidade decida apostar...
Até lá, pelo menos que se mantenha o multibanco.





quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Barbara... mente à 'Vara' larga...

Chama-se Bárbara.
Por certo que se o nome fosse só este, as suas dificuldades seriam as mesmas de qualquer outro cidadão.
No entanto ela chama-se também Vara e, imaginamos nós, que por esse apelido que herdou, o seu estatuto junto do Banco do Estado é priveligiado.
Como se isso não bastasse, ainda era assessora de imagem de Cristiano Ronaldo (será por isso que muitas vezes o look é a atirar para o azeiteiro?...).
Um dia foi lá à agência da terrinha e disse que o paizinho a tinha lá mandado pedir um empréstimo de 231.000 euros.
Óbvio que o Sr. Gerente logo terá dito à Senhora que podia ficar descansada que ia já tratar disso.
Ligou para Lisboa e perguntou ao paizinho - Sr. Doutor, quanto pode a sua menina pagar por mês? - ao que este terá respondido - Ó homem, ponha lá 200 euros que se ela não pagar, pago eu!
E pronto, pouco interessou o facto da senhora à data ter 31 e ter mais de 96 anos pela frente para pagar, o que faz com que "nós" precisemos que ela viva até aos 127 e só para liquidar o capital, porque para os juros deve precisar de mais uns 20...
Este é mesmo um daqueles casos em que fomos comidos à 'Vara' larga e que, no final, ainda vai ter a culpa a recair no rapazinho que era o caixa lá em Vinhais e que teve o azar de dizer... boa tarde!...


Quando chover, tenham cuidado!

Grande parte das estradas do nosso país não têm marcações fortes que guiem os condutores, sobretudo em noites chuvosas e escuras.
Muitas vezes criticamos o facto de terem buracos ou outros problemas mas pouco se fala nas marcações que tão importantes são e que previnam acidentes.
Os politicos criticam-se mutuamente cada vez se saem os números de mortos na estrada mas não são responsabilizados por não fazerem nada para as melhorar e nunca nenhum foi criminalmente indiciado pelos muitos acidentes que acontecem por problemas na rodovia, que quem tem o poder não o usa para prevenir.
Esta foto foi tirada hoje na Estrada da Foz (Caldas da Rainha), a que chamamos 'nova', mas cujo estado, sobretudo quando chove, é miserável e perigoso, mais parecendo uma velha estrada.
Toda a gente sabe que ela está assim!
Ninguém faz nada!
Vamos continuando à espera que nada de grave aconteça.
Por via das dúvidas, quando chover, tenham cuidado...



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Sim, sou racista!

Porque não gosto de raças que roubam.
Porque não gosto de raças que matam.
Porque não gosto de raças que não trabalham e que vivem à custa dos impostos que pago.
Porque não gosto de raças que acham que podem ter, no meu país, uma lei diferente da que eu tenho que respeitar.
Porque não gosto de raças que se aproveitam politicamente sempre os polícias têm que usar a força para impor a lei.
Porque não gosto de raças que tentam branquear comportamentos com acusações de racismo.
Pois, nenhuma destas raças tem cor mas qualquer delas pode ter as cores todas. 
As raças são pessoas!
E há pessoas de quem gosto e outras de quem não gosto.

Na foto com o Suhale e a Safina. Como gostava de saber se estão bem...



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Miguel Oliveira na nossa capa

Com algum atraso mas repondo a justiça, adicionámos Miguel Oliveira à nossa foto de capa, com todo o mérito.
Já há algum tempo que o piloto português se vem afirmando no motociclismo mundial, disputa o Moto2 com protagonismo e até já tem contrato para na próxima época correr em Moto GP.
Damos os parabéns ao Miguel pela excelente carreira que já tem mas ficamos expectantes no futuro, certos que a sua ambição o projectará ainda mais e que nos dará muitas alegrias.


terça-feira, 22 de maio de 2018

Marco Silva a caminho do Everton

Hoje fala-se nos media ingleses da possibilidade, cada vez mais real, da entrada de Marco Silva no Everton, o outro clube da cidade de Liverpool e que o seu presidente, Bill Kenwright quer que o acordo seja de longa duração, até ao ano de 2023, ano da inauguração do novo estádio dos 'blues'.

Como a fama de Marco Silva o precede, a Primeira Dama do clube, Jenny Seagrove, já terá vindo dizer que aprova a contratação do seu marido...

Jenny Seagrove, a esposa do CEO do Everton...

Género Feminino e... Primata!...

Chamou-me à atenção um artigo do JN onde se fala da nova designação para a palavra Mulher no dicionário online Priberam e que a designa como "ser humano do sexo feminino ou do género feminino".

Face ao muito que se tem falado e por tudo o que os movimentos LGBT têm lutado, não há grande estranheza na atual designação.

Mas, tive curiosidade para ir ver o que se diz da palavra Homem. E pasme-se:

"Mamífero primatabípededo género Homoem particular da espécie Homo sapiens,que se caracteriza pela postura erectamãos preênseisinteligência superiorcapacidade de fala e que é considerado o tipo do género humano"

Imagino que a diferença será esta...